O Sindicato Nacional de Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) lançou, nesta quarta-feira (16), em São Paulo, o documentário Educação e Ciência por um Brasil que dá certo. A exibição inaugural ocorreu às 17h, na Casa de Cultura Japonesa da USP, no Campus Butantã. O filme integra a campanha Lutar não é Crime! do Andes-SN, que visa combater os ataques ideológicos e orçamentários à educação superior e à ciência públicas, reforçando seu papel fundamental na transformação do país.
Com 25 minutos de duração, a produção da Cajuína Filmes, dirigida por André Manfrim, apresenta depoimentos de indivíduos diretamente impactados pelo ensino superior e pela ciência. O documentário também conta com a participação de lideranças estudantis e sindicais, além de personalidades públicas.
Cláudio Mendonça, presidente do Andes-SN, explicou que o documentário busca ser um instrumento contra a desesperança disseminada pela extrema direita e pelo realismo cínico que defende cortes. Ele ressaltou o objetivo de chamar a atenção da população brasileira para a importância da esperança e da defesa das instituições públicas de ensino e pesquisa, consideradas patrimônios nacionais essenciais para a classe trabalhadora.
Após a estreia em São Paulo, o documentário terá lançamentos em outras capitais: Rio de Janeiro (17 de setembro, Salão Nobre IFCS/UFRJ); Brasília (23 de setembro, Auditório da Adunb/Campus Darci Ribeiro); Salvador (24 de setembro, Praça das Artes UFBA, Campus Ondina); Manaus (30 de setembro, Largo de São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas); e Curitiba (7 de outubro, Cine Passeio).
Dados relevantes sobre educação e ciência
Um dos objetivos do documentário é corroborar dados oficiais, como o fato de que mais de 95% da produção científica brasileira provém de universidades públicas. O Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi) aponta que quatro das seis maiores requisitantes de patentes no Brasil são instituições de ensino superior públicas.
A obra também destaca o crescimento da presença de estudantes negros e negras nas universidades públicas brasileiras, que aumentou mais de 22% nos últimos 20 anos, alcançando 51,2% do total de matrículas.
Segundo o Andes-SN, 64.7% dos estudantes das universidades públicas cursaram integral ou majoritariamente escolas públicas, e 70.1% pertencem a famílias com renda mensal per capita de até 1,5 salário mínimo.
Dados do IBGE revelam que a taxa de emprego informal é 45% menor entre pessoas com ensino superior completo, em comparação com aquelas que cursaram apenas o ensino médio. Profissionais com ensino superior ganham, em média, 148% mais do que aqueles com apenas o ensino médio.