A Polícia Civil de Rondônia prendeu, nesta quarta-feira (1º), um empresário identificado pelas iniciais R. S. V. B., investigado por suposto envolvimento em um esquema de aliciamento e exploração sexual de adolescentes em Cacoal.
A prisão preventiva foi cumprida por equipes da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Cacoal, com apoio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO2).
Investigação aponta suposto esquema de aliciamento
Segundo a Polícia Civil, as investigações indicam que o empresário utilizaria a proximidade de seus estabelecimentos comerciais com unidades escolares para se aproximar de adolescentes.
Conforme as apurações, o contato com as vítimas ocorreria por meio de redes sociais e, em alguns casos, com a possível intermediação de outras adolescentes.
Ainda de acordo com a investigação, diversas vítimas teriam sido levadas até a residência do investigado, localizada nos fundos de um de seus estabelecimentos comerciais, onde supostamente ocorreriam atos relacionados ao aliciamento e à exploração sexual.
Caso teve início após desaparecimento de adolescente
A investigação começou durante a apuração do desaparecimento de uma adolescente conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Cacoal.
No decorrer das diligências, os policiais identificaram indícios de que a jovem estaria sendo aliciada pelo investigado, fato que levou ao aprofundamento das investigações e à identificação de outras possíveis vítimas.
A Polícia Civil informou que os trabalhos investigativos continuam para esclarecer completamente os fatos e verificar se há outras adolescentes que possam ter sido vítimas do suposto esquema.
Polícia reforça combate aos crimes contra crianças e adolescentes
Em nota, a Polícia Civil de Rondônia reafirmou o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes e destacou que seguirá atuando no combate aos crimes contra a dignidade sexual e na responsabilização de pessoas que atentem contra a liberdade e o desenvolvimento de vítimas em situação de vulnerabilidade.
O caso segue sob investigação. O uso da expressão "investigado" e dos termos "suposto" e "segundo a Polícia Civil" reflete o estágio atual do procedimento, sem antecipar qualquer conclusão sobre eventual responsabilidade penal.