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Polícia prende grupo suspeito de invadir conta gov.br e movimentar R$ 3,5 milhões em esquema interestadual
Operação cumpriu prisões em cinco estados e investiga fraude eletrônica que utilizava documentos falsos, contas bancárias e notas fiscais fraudulentas
Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal resultou na prisão de 10 pessoas suspeitas de integrar um esquema de fraudes eletrônicas que teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 3,5 milhões a um empresário do Distrito Federal. Segundo as investigações, o grupo criminoso invadiu a conta da plataforma gov.br da vítima e assumiu o controle de uma empresa do ramo de material de construção.
As prisões aconteceram em diferentes regiões do país, incluindo Porto Velho, São Paulo, Foz do Iguaçu, Ceará e Rio Grande do Sul. Conforme apurado pela polícia, a organização atuava de forma estruturada e utilizava técnicas de engenharia social, falsificação de documentos e manipulação de dados para acessar informações pessoais e empresariais.
Após obter o controle da conta digital, os investigados transferiam a titularidade da empresa para pessoas ligadas ao grupo e abriam contas bancárias utilizadas para movimentar os valores obtidos ilegalmente. A investigação aponta ainda que terceiros eram recrutados para fornecer dados pessoais em troca de pagamentos.
Segundo a Polícia Civil, o esquema utilizava ferramentas tecnológicas para dificultar o rastreamento das ações criminosas, como VPNs, e-mails descartáveis e documentos falsificados. Os suspeitos também simulavam operações comerciais por meio da emissão de notas fiscais falsas, dando aparência de legalidade às movimentações financeiras.
Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,5 milhões em contas bancárias dos investigados, além do sequestro de imóveis supostamente adquiridos com dinheiro proveniente das fraudes. Entre os bens atingidos pela decisão estão imóveis localizados em Porto Velho e Foz do Iguaçu.
Os investigados poderão responder por crimes como estelionato eletrônico, falsificação de documento público, uso de documento falso, falsa identidade e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 25 anos de prisão.
Fonte: Veja Rondônia
