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Rondônia Rural Show Internacional transforma região central em polo de negócios, empregos e agropecuária tecnificada
A região central de Rondônia é transformada pela evolução da feira agropecuária rondoniense, realizada pelo governo de Rondônia, a Rondônia Rural Show Internacional (RRSI), que está a poucos dias da sua 13ª edição. Posicionada de forma estratégica no mapa do estado, o endereço da feira facilita a conexão de produtores e visitantes de diversos cantos do estado. Além de atrair o público de diversos lugares do Brasil e do mundo. O evento não só integra as regiões do estado como contribui para novo patamar de desenvolvimento da região central, com a conquista da agropecuária tecnificada e do segundo melhor desempenho na abertura de novos negócios e geração de empregos em todo o estado, ficando atrás apenas da região Madeira-Mamoré.
A região central é composta por Ji-Paraná, que é o segundo município mais populoso do estado, estimada em mais de 140 mil habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE -2025), considerado o coração de Rondônia, onde acontece a feira. E municípios vizinhos, cada um com atrativos especiais: Ouro Preto do Oeste, Presidente Médici, Alvorada d’Oeste; Jaru; Nova Brasilândia d’Oeste; Urupá; Mirante da Serra; Teixeirópolis; Governador Jorge Teixeira; Urupá; Vale do Anari; Vale do Paraíso; Nova União e Theobroma.

A FEIRA AGROPECUÁRIA
A Rondônia Rural Show Internacional foi criada em 2012 e transformou-se na feira de bilhões, em 2022, quando alcançou mais de R$ 2,6 bilhões movimentados em negócios. Já em 2025, bateu recorde ultrapassando R$ 5.1 bilhões. É considerada a maior feira agropecuária da região Norte do Brasil.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o evento valoriza e dá visibilidade ao que é produzido. ‘‘O compromisso do governo do estado é apoiar, por meio da feira, a dedicação dos produtores, conectando-os a novos compradores, para que esse esforço se transforme em renda para as famílias e desenvolvimento para o estado’’.
O secretário de Estado da Agricultura (Seagri), Luiz Paulo, acrescenta que a feira gera evolução na forma de produzir. “O produtor leva da feira para a propriedade soluções, que são transformadas em alta produtividade e sustentabilidade.”
OS IMPACTOS NA REGIÃO
E a região central recebe os impactos positivos da realização e evolução da feira. Sempre na temporada da feira, hotéis, restaurantes e o comércio de Ji-Paraná, e as cidades vizinhas, recebem demanda alta de público, deixando um rastro de progresso e aquecimento da economia. Em 2025, a feira recebeu 446.238 mil visitantes ao longo de seis dias de programação. Mais que o triplo da própria população da cidade.
ECONOMIA
O setor de serviços, especialmente hotéis e restaurantes, sinaliza um faturamento expressivo no período da feira. O gerente administrativo de hotel em Ji-Paraná, Wagner Kvasne, destaca que o setor hoteleiro em Ji-Paraná é bem forte. ‘‘A gente mantém uma equipe preparada para suprir a demanda o ano todo. No mês de maio, quando, devido à Rondônia Rural Show, atingimos 100% da lotação, mantivemos a equipe completa para atender. O faturamento em maio chega a dar um respiro de um mês a mais e acaba, sim, sendo um fôlego para ajudar a fazer a manutenção do hotel.”
De acordo com levantamento da coordenação das ações do Sistema Nacional de Emprego em Rondônia (Sine-RO) da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), o impacto da feira também é perceptível no aumento da oferta de vagas de empregos no período que antecede e ocorre o evento. Em 2025, por exemplo, enquanto o crescimento médio do estado foi de aproximadamente 8% durante os meses de abril, maio e junho, em Ji-Paraná o aumento da quantidade de vagas chegou a 25%.

ATRAÇÃO DE NEGÓCIOS
Os impactos na economia não são só temporários. Ao longo dos últimos anos, houve atração de novos negócios na região, gerando empregos fixos e renda para a população.
Segundo a Invest Rondônia da Sedec, a feira consolidou a região Central como um polo estratégico para o desenvolvimento econômico e permite apresentar Rondônia como território com oportunidades para industrialização, agregação de valor, logística, armazenagem, tecnologia rural, alimentos e bebidas, proteína animal, café, laticínios, embalagens, máquinas e serviços especializados. Além de gerar impactos de longo prazo ao ampliar a visibilidade do estado perante empresas, investidores, cooperativas, instituições financeiras, agroindústrias, fornecedores de tecnologia e representantes de diversos segmentos ligados ao agronegócio, posicionando a região central e Rondônia como um território fértil para novos negócios.
De acordo com a Junta Comercial de Rondônia (Jucer), esse ambiente favorável para o empreendedorismo levou a abertura de 20.307 mil novas empresas entre 2022 e 2025 no Território Central do estado, liderado por Ji-Paraná, Jaru e Ouro Preto do Oeste. É a segunda região com maior número de novos negócios no estado, ficando atrás apenas da região Madeira-Mamoré (24.331), que abriga a capital de Rondônia, Porto Velho.
Evolução dos novos negócios na região Central(2022-2025)
- 2022: 4.803
- 2023: 4.824
- 2024: 4.940
- 2025: 5.740
Setores em destaque (2022-2025) – Região Central
- Serviço – 13.177 novos negócios
- Comércio – 5.662 novos negócios
- Indústria -1.299 novos negócios
Ranking de novos negócios (2022-2025) – Região Central
- 1º Ji-Paraná – 11.643
- 2º Jaru – 3.027
- 3º Ouro Preto do Oeste – 2.215
- 4º Presidente Médici – 958
- 5º Alvorada D’Oeste – 618
- 6º Urupá – 455
- 7º Mirante da Serra – 369
- 8º Vale do Anari – 239
- 9º Theobroma – 202
- 10º Governador Jorge Teixeira – 180
- 11º Nova União – 175
- 12º Teixeirópolis – 116
- 13º Vale do Paraíso – 110
EMPREENDEDORISMO EM ALTA
Em 2026, o empreendedorismo se mostra ainda mais forte na região Central, com o registro de 2.043 novas empresas de janeiro a março. Veja a evolução em comparação ao primeiro trimestre dos anos anteriores:

GERAÇÃO DE EMPREGOS
De acordo com levantamento do Sine-RO, Ji-Paraná, município sede do evento, ocupa a segunda posição no ranking estadual de geração de vagas, ficando atrás apenas da capital, Porto Velho.
Principais Municípios – Total de vagas acumuladas desde 2020 na plataforma de empregabilidade do Governo
- 1º – Porto Velho 18.348;
- 2º – Ji-Paraná 18.030
Quando analisado em conjunto com Ouro Preto do Oeste (1.976), município vizinho, o eixo central ultrapassa a capital em volume acumulado de oportunidades, evidenciando sua relevância estratégica para a economia de Rondônia.

MODERNIZAÇÃO DO CAMPO
A evolução também acontece de uma forma especial no campo. Para o gerente da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater/RO), do Território Central, Clodoaldo de Jesus, o maior legado da Rondônia Rural Show Internacional é o acesso ao conhecimento e à tecnologia, que reflete em uma melhor produtividade, estendendo-se não só à região central, mas a todo o estado. ‘‘Os históricos das cadeias produtivas do estado mostram a evolução. O café, por exemplo, que alcançava uma média de 10 sacas por hectare, hoje chega a uma média de 60 sacas. Tem alguns casos que chega até a 200 sacas por hectare. O cacau também contabiliza abaixo de 500 quilos por hectare; há propriedades que alcançam até 3 mil quilos. A pecuária de leite também evoluiu, chegando a ter casos que registram produção de 200 litros por hectare’’, explica o gerente.
TECNIFICAÇÃO E CONHECIMENTO
Por traz desses resultados, está a tecnificação. Na pecuária de leite, houve uma modernização da ordenha, em que praticamente todos os currais fazem uso da ordenha mecânica. No manejo do solo, a enxada foi substituída pela roçadeira. Diversas cadeias produtivas, como cacau, café e até o hortifrúti, estão utilizando tecnologias que facilitam processos que antes eram muito trabalhosos.
Somadas às tecnologias, estão o compartilhamento de conhecimentos para produzir mais e com sustentabilidade. A Emater possui um espaço na Rondônia Rural Show Internacional, que é a Vitrine Tecnológica, onde demonstra as boas práticas nas cadeias produtivas para os agricultores familiares. O resultado é prosperidade no campo, que tem ajudado Rondônia a vencer outro desafio, o êxodo rural dos jovens. De acordo com a Emater, com propriedades modernas, a nova geração está animada para continuar o legado dos pais na agricultura e pecuária.

SABORES DA ROÇA
O incentivo e o apoio às agroindústrias é outro diferencial da feira e tem feito brotar novos negócios na região. Selma Maria da Silva, produtora de pimenta de Ji-Paraná, explica que a visibilidade dos produtos na feira prosperou o negócio da família.
Este será o quarto ano em que Selma, o marido e as filhas farão a exposição dos produtos no evento. “A Rondônia Rural Show mudou a minha visão; tenho todo o apoio do governo do estado, por meio da Emater, desde o plantio até a comercialização. Construí minha cozinha para produção artesanal, conquistei a certificação do Programa de Verticalização da Agricultura Familiar de Rondônia (PROVE/RO) e, além das exposições em feiras, agora temos uma loja física”, comemora.
Selma transforma a roça em sabores deliciosos com receitas especiais: desde doces, temperos naturais, molhos de pimenta e bolachas, até frutas frescas, geleias e conservas artesanais. Por trás dos produtos, há uma história de superação inspiradora.
“Compramos um sítio no começo da pandemia e eu tinha feito um investimento para garantir o pagamento das parcelas, mas levamos um golpe e ficamos sem dinheiro. Então, falei para o meu marido: vamos plantar coisas que possamos colher rápido. Uma amiga me deu uma pimenta biquinho e, desse pé, fui tirando sementes e fiz mais de mil mudas. Produziu demais da conta, graças a Deus, tanto que não tinha onde colocar. Consegui vender em praticamente todos os mercados, mas ainda sobrava pimenta. Aí tive a ideia de fazer conservas e geleias, e começou a dar certo”, relembra a produtora.

INFRAESTRUTURA EM EVOLUÇÃO
A infraestrutura logística da região central também busca acompanhar a evolução da Rondônia Rural Show Internacional. Ji-Paraná possui o Aeroporto José Coleto para acesso aéreo e é cortada pela BR-364; o entorno da feira ganhou novos acessos estruturados pelo governo de Rondônia.
- AEROPORTO: O governo de Rondônia investiu mais de R$ 26,61 milhões no aeroporto de Ji-Paraná no período de 2019 a 2026. De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes (DER), o aeroporto apresenta plena capacidade operacional para atendimento ao aumento de demanda de passageiros e aeronaves decorrente da realização da Rondônia Rural Show, com infraestrutura adequada, incluindo pista, terminal de passageiros, serviços operacionais e suporte às operações aéreas, garantindo condições seguras e eficientes para o atendimento da demanda ampliada.
- ACESSOS À FEIRA: O DER também está executando serviços de manutenção nas vias de acesso ao Centro Tecnológico Vandeci Rack, onde acontece a feira. São 15 quilômetros de estradas que estão recebendo os serviços. Os trabalhos incluem a retirada de curvas, reconformação de plataforma (patrolamento) e revestimento com pedra brita nas estradas de acesso. Já dentro do Centro Tecnológico, todas as ruas foram revestidas com brita.
EDIÇÃO 2026
A 13ª Rondônia Rural Show Internacional será realizada este ano de 25 a 30 de maio, no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná, com o tema “Exportação e Desenvolvimento”. O tema faz referência à conquista recorde do estado de novos destinos para exportações, o que reflete em um cenário atrativo para negócios e favorável para empregos e melhor qualidade de vida para os rondonienses.













Fonte: Secom – Governo de Rondônia
