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Bolsa Família e empreendedorismo contribuem para melhor Índice de Desenvolvimento Humano no Brasil

Redação

O Brasil alcançou o seu mais alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da história, registrando 0,805 em uma escala de 0 a 1, onde valores mais próximos de 1 indicam maior desenvolvimento. Esse resultado, que reflete melhorias no acesso à renda, saúde e educação, foi revelado na pesquisa Radar IDHM do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na terça-feira, dia 26.

O estudo aponta o Programa Bolsa Família como um fator crucial para esse avanço. Segundo o Sebrae, a criação de empregos e renda, junto ao incentivo ao empreendedorismo, tem sido fundamental para combater a pobreza no Brasil. Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, destacou que análises conjuntas do Sebrae e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) indicam que o benefício social não cria dependência, mas funciona como uma rede de segurança que impulsiona o desenvolvimento econômico. Soares acrescentou que, com o suporte técnico do Sebrae, microempreendedores conseguem manter o dinheiro circulando em suas comunidades, o que gera empregos, renda e cidadania, amplificando o impacto do investimento público e permitindo a realização do sonho de empreender.

Uma pesquisa do Banco Mundial revela que o Bolsa Família possui um efeito multiplicador de 2,16 na economia local, significando que cada R$ 1 investido no programa movimenta aproximadamente R$ 2,16. Em 2025, mais de 2 milhões de famílias deixaram o Programa Bolsa Família, sendo que 1,3 milhão delas o fizeram devido ao aumento da renda familiar.

Betina Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD Brasil, enfatizou o impacto direto do Bolsa Família como uma política pública eficaz, ao tirar um grande número de crianças do trabalho e garantir a elas o acesso e a permanência na escola.

O programa Bolsa Família estabelece como critério de acesso uma renda per capita de até R$ 218. Famílias que excedem esse valor, até o limite de R$ 706 por pessoa, permanecem no programa por um período de transição de até 12 meses, recebendo 50% do benefício.

MEI e Cadastro Único

O estímulo ao empreendedorismo atua em conjunto com o programa de transferência de renda. Dados do Sebrae e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) indicam que, dos mais de 16,6 milhões de Microempreendedores Individuais (MEI) no Brasil, aproximadamente 4,6 milhões estão registrados no Cadastro Único para Programas Sociais.

Dentre esses, 57% optaram por empreender após se cadastrarem na plataforma do governo federal, o que sugere uma busca por autonomia financeira por parte dos beneficiários de políticas públicas através do empreendedorismo formal.

Parceria entre Sebrae e MDS

Um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado em 2023 entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o Sebrae busca unificar esforços para promover o desenvolvimento socioeconômico de famílias em situação de vulnerabilidade. O acordo prevê o intercâmbio de dados do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e do Programa Bolsa Família, com o objetivo de realizar estudos e pesquisas sobre pequenos negócios e, assim, aprimorar as políticas públicas existentes.

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