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30 anos da urna eletrônica: tecnologia que fortalece a democracia
“Da cidade às comunidades mais remotas, a urna eletrônica garante voz, cidadania e inclusão para todos os brasileiros.”

Por Redação
Publicado Há 1 h
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Foto: Ascom/TRE-RO

O dia 13 de maio de 1996 marcou a história das eleições no Brasil. Foi nessa data que a urna eletrônica começou a ser utilizada oficialmente no país. No início, de forma tímida, apenas em cidades com mais de 200 mil eleitores. Três décadas depois, a tecnologia está presente em todos os cantos do Brasil, inclusive nos lugares mais remotos de Rondônia.

No estado, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) não mede esforços para garantir o direito ao voto. Seja de caminhão, barco, avião, helicóptero e até de canoa, a Justiça Eleitoral chega a comunidades indígenas, quilombolas, áreas rurais e localidades de difícil acesso, assegurando que milhares de pessoas possam exercer a cidadania.

De lá para cá, muitas transformações e adaptações acompanharam a evolução da sociedade, especialmente no campo da inclusão social. Até as Eleições Municipais de 2024, 14 modelos de urnas eletrônicas já haviam sido utilizados no país.

Entre os principais avanços tecnológicos da urna eletrônica nesses 30 anos, destacam-se:
 

Segurança: inclusão de uma arquitetura de segurança considerada única no mundo, permitindo que a urna funcione apenas com sistemas autênticos e que esses sistemas operem exclusivamente nos equipamentos oficiais, além do uso de criptografia avançada e lacres físicos mais resistentes.

  • Transparência: criação de diversos mecanismos que permitem verificar a integridade e a idoneidade da votação, da apuração e da totalização dos votos.
  • Biometria: desde 2008, a identificação por impressões digitais passou a ser gradualmente ampliada.
  • Acessibilidade: a partir de 2000, foram incorporados recursos voltados às pessoas com deficiência visual e auditiva, como fones de ouvido, sintetizador de voz e teclado em Braille.
  • Sustentabilidade: ao longo dos anos, as urnas passaram a consumir menos energia e foram desenvolvidas para serem mais duráveis e recicláveis.
     

O que mudou nas eleições

Antes da urna eletrônica, a votação era realizada em papel e a contagem dos votos podia levar semanas para ser concluída. Especialistas apontam que o antigo sistema era mais vulnerável a erros e fraudes durante a apuração manual. 

O servidor público Eduardo Gil relembra situações comuns da época da votação manual e destaca como a urna eletrônica trouxe mais segurança e facilidade, especialmente para eleitores analfabetos. 

“Certa vez, na hora da contagem apareceu um voto com um rabisco. E um dos fiscais disse, é do meu candidato: Gerônimo. O Bengala, aqui ó. Ele desenhou uma Bengala, ele quis mostrar que era uma Bengala. Entendeu? Então se aproveitava qualquer tipo de voto. Então, hoje quando se fala da Urna Eletrônica para os eleitores analfabetos, ficou mais simples, porque é número em vez de escrever. Então ele consegue demonstrar a vontade dele com mais facilidade”, relatou Eduardo Gil.

Com a informatização do voto, os resultados passaram a ser divulgados poucas horas após o encerramento da votação, aliando agilidade e segurança.

Ao longo de três décadas, a urna eletrônica recebeu sucessivos avanços tecnológicos que fortaleceram ainda mais a segurança do processo eleitoral brasileiro. Atualmente, os sistemas eleitorais contam com cerca de 30 camadas de proteção, incluindo criptografia, assinatura digital, rastreabilidade de arquivos, verificação de autenticidade e barreiras físicas e digitais.

Além disso, o sistema eletrônico de votação é submetido a uma série de auditorias e fiscalizações antes, durante e depois das eleições. Entre os principais procedimentos estão o Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais (Teste da Urna), o Teste de Confirmação, a Cerimônia de Lacração dos Sistemas Eleitorais e o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, que atualmente também conta com verificação biométrica de eleitoras e eleitores.

Todas essas etapas são acompanhadas por representantes de partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Federal, universidades e outras entidades fiscalizadoras.

Para o presidente do TRE-RO, desembargador Raduan Miguel, a urna eletrônica simboliza a modernização da democracia brasileira, garantindo mais segurança, transparência e confiabilidade ao processo eleitoral, além de reduzir significativamente a interferência humana na apuração dos votos. 
 

Fim das fraudes

Desde a implantação da urna eletrônica, em 1996, não houve fraude comprovada capaz de alterar o resultado das eleições ou violar o sigilo do voto. Essa conquista também se deve ao fato de o sistema eletrônico de votação ser auditável, permitindo fiscalização antes, durante e depois do pleito.

Com informações do TSE

#ParaTodosVerem

Mulher indígena, com cabelos longos e pretos, participa de uma demonstração da urna eletrônica. Ela está sentada ao lado do equipamento, sorrindo para a câmera enquanto pressiona uma das teclas da urna, cuja tela exibe a palavra “FIM”. Ao fundo, há elementos coloridos de artesanato. Na parte inferior, aparece a logomarca do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO).